
Flor Menina
Num sítio Jardim Tapiratiba
Nasceu uma humilde flor menina.
Sua existência não passaria em branco
Mas a todo jardim marcaria.
Infância espremida, gemente, sofrida,
Entre seca pobre e solidão,
Pé no chão para ir à escola,
Mas o florir alimentava o coração.
Flor menina doce encanto
Jovem muito cedo ficou,
E ao quadro de sua simplicidade
ingenuidade e romantismo emoldurou.
Na transformação física de seu corpo
Apareceu em seu no caule um espinho,
Olhando-o apaixonada, Flor menina
Resolveu atar a ele o seu destino.
O espinho num ímpeto de robustez
Prometeu cuidar da Flor com carinho
Mas dizem que espinho é flor que não nasce
se nascer fere os que atravessam seu caminho.
Pobre flor encantada com as promessas
Aturdida, só depois entenderia,
O preço de seu amor seria alto
Com sua própria vida pagaria.
Na verdade o atroz espinho
gostaria de ser menina Flor
mas a tudo que tocava só feria
convertendo alegria em dor.
Não podendo a integridade de flor Menina atacar
Sua estratégia foi feri-la,
Pois ao sofrer ela chorava
Chorando lágrimas de sangue vertia.
Dois brotos lhe nasceram como filhos
Mas o Medo pela vida os conduzia,
Flor Menina aconchego e segurança
Como leoa aos filhotes protegia.
Atrelados a ela os dois brotinhos
A tudo podiam suportar
Ventos de ira do espinho
Que mesmo machucando os faziam caminhar.
Crescer maduro é assim mesmo
A gente aprende até com o sofrer
Os brotos agradecem ao espinho
Na tormenta aprenderam a viver
Chegou o momento dos brotos
Darem um rumo em suas vidas,
Para Flor Menina a satisfação
Sua missão estava cumprida
Como tudo na vida tem seu tempo
Flor Menina foi aos poucos adoecendo
Com a mesma ingenuidade da vida
sem perceber estava morrendo
Mã... Flor Menina primavera
Que Deus permitiu abrochar
Agradecemos a ti pela vida
Dentro de nós você sempre estará
Papai... pobre espinho errante
Que viveu sem entender
Ao desejares a morte da flor
com ela irias morrer.
E nesta história verídica
Tudo isso aconteceu
Flor Menina foi ceifada
Deixando seus filhotes na estrada... para a vida prosseguir.
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